A Força do mercado de estágios no interior de SP: Oportunidades além da capital

Quando se fala no mercado corporativo paulista, a capital costuma roubar os refletores. No entanto, o Interior de São Paulo representa uma das potências econômicas mais vibrantes do país, abrigando polos industriais, tecnológicos e do agronegócio de classe mundial.

Regiões metropolitanas como Campinas, Sorocaba, Ribeirão Preto e Vale do Paraíba concentram grandes multinacionais e universidades de excelência, criando um ecossistema perfeito para a contratação de estagiários.

Polos de Destaque e Perfis Mais Buscados

  1. Região de Campinas (Tecnologia e Serviços): Reconhecida como o “Vale do Silício brasileiro”, apresenta enorme demanda por estudantes de TI, Engenharia de Software, Marketing Digital e Administração.
  2. Ribeirão Preto e Franca (Agronegócio e Saúde): Forte presença de cooperativas, usinas e empresas de tecnologia voltadas ao campo (Agtechs), exigindo perfis focados em gestão, biotecnologia e logística.
  3. Vale do Paraíba e Sorocaba (Indústria e Aeroespacial): Grande concentração de vagas para Engenharia Mecânica, Produção e Automação Industrial.

A Vantagem Estratégica para as Empresas Locais

Empresas situadas no interior paulista têm a vantagem de contar com estudantes vindos de instituições de ensino de altíssimo nível (como Unicamp, USP, Unesp e faculdades privadas de ponta).

Promover programas de estágio estruturados nessas regiões retém os talentos locais, evitando a migração para a capital e construindo quadros técnicos altamente qualificados com menor custo de atração.

O Panorama da Empregabilidade Jovem no 2º Semestre de 2026: Desafios e Oportunidades

O segundo semestre de 2026 inicia com novos contornos no cenário econômico brasileiro, e o mercado de trabalho reflete diretamente essas transformações. Para o público jovem que busca a primeira oportunidade ou a transição para a vida corporativa, o período traz um misto de exigências elevadas e portas abertas em setores dinâmicos.

Retomada de Investimentos e Vagas em Alta

Após um primeiro semestre de ajustes fiscais e planejamento nas empresas, o segundo semestre costuma concentrar a abertura de programas de estágio e aprendizagem. As organizações buscam oxigenar suas operações para fechar o ano atingindo suas metas estratégicas.

Os setores que mais lideram a demanda por jovens talentos neste momento incluem:

  • Serviços e Tecnologia: Busca contínua por perfis com facilidade de adaptação a softwares e análise de dados.
  • Varejo e Logística: Preparação antecipada para as demandas de fim de ano, exigindo jovens dinâmicos e focados na experiência do cliente.
  • Engenharia e Agronegócio: Procura por estudantes qualificados para apoiar projetos de inovação e campo.

O Que as Empresas Estão Exigindo?

Diferente de anos anteriores, o mercado de 2026 não busca apenas proficiência técnica. O diferencial competitivo do jovem candidato está nas chamadas soft skills (competências comportamentais):

  1. Aprendizado Contínuo (Long-life learning): Curiosidade e capacidade de aprender novas ferramentas por conta própria.
  2. Comunicação Clara: Saber expressar ideias de forma simples e profissional, seja no trabalho presencial ou no ambiente virtual.
  3. Resolução de Problemas: Postura proativa diante de imprevistos do dia a dia corporativo.

Conclusão para Gestores: Compreender o panorama econômico e as expectativas da nova geração permite que sua empresa crie processos de atração mais atraentes e assertivos, garantindo os melhores profissionais antes da concorrência.

Posso prorrogar o contrato de estágio além de 2 anos? Entenda as regras da lei

Uma das dúvidas mais recorrentes entre gestores de RH e empresários é sobre a duração dos contratos de estágio. É muito comum uma empresa encontrar um talento excelente e querer mantê-lo na posição de estagiário por mais tempo. Mas afinal: o que a legislação permite?

A Regra Geral: Limite Máximo de 2 Anos

A Lei nº 11.788/2008 (Lei do Estágio) é taxativa em seu Artigo 11: a duração do estágio na mesma empresa não pode exceder 2 (dois) anos, exceto quando se tratar de estagiário portador de deficiência.

Esse prazo de dois anos é acumulado. Isso significa que, se um estudante fez 1 ano de estágio na sua empresa, saiu por um período e depois voltou, o tempo anterior é somado ao novo contrato. Atingido o limite de 24 meses, não é possível renovar nem assinar um novo Termo de Compromisso de Estágio (TCE) com aquele mesmo estudante na mesma organização.

A Exceção Legal: Pessoas com Deficiência (PCD)

A única exceção prevista formalmente na Lei do Estágio é para estudantes portadores de deficiência. Nesses casos, o contrato pode ser prorrogado por período superior a 2 anos, permitindo que o jovem permaneça estagiando durante todo o seu percurso acadêmico.

O Risco da Prorrogação Indevida

Manter um estagiário atuando na empresa por mais de 2 anos (fora da exceção PCD) gera a descaracterização do estágio. Perante a Justiça do Trabalho, essa prática configura vínculo empregatício fraudulento. As consequências para a empresa incluem:

  • Reconhecimento do vínculo como empregado regido pela CLT;
  • Pagamento retroativo de todos os direitos trabalhistas (FGTS, 13º salário, aviso prévio, férias proporcionais e multas);
  • Passivo trabalhista considerável e desgaste reputacional.

O que Fazer ao Fim dos 2 Anos?

Se o estagiário desempenhou um excelente papel e o limite de 2 anos foi atingido, a conduta correta e esperada é a efetivação. O estágio cumpriu seu papel de formar o profissional e, se há espaço na estrutura da empresa, transformá-lo em um funcionário efetivo (CLT) é a decisão mais estratégica para reter esse talento.

 Dica da CENTRAL: Acompanhar o prazo dos contratos de estágio da sua equipe evita surpresas legais e permite planejar a efetivação ou a substituição do estudante com antecedência.

Conheça a CENTRAL APRENDIZ: Gestão Especializada para sua Empresa Cumprir a Cota com Segurança e Transparência

Estar em conformidade com as exigências da legislação trabalhista é um dos maiores desafios das empresas em crescimento. Quando o assunto é a inclusão de jovens no mercado de trabalho, a Lei do Aprendiz (Art. 429 da CLT) estabelece que estabelecimentos de qualquer natureza que possuam a partir de 7 empregados em funções que demandem formação profissional são obrigados a contratar entre 5% e 15% de aprendizes para o seu quadro de funcionários.

Para ajudar a sua empresa a transformar essa obrigação em um processo simples, seguro e de alto valor, temos o orgulho de apresentar a  CENTRAL APRENDIZ — o novo braço da CENTRALESTAGIO.COM focado no suporte técnico e na gestão ponta a ponta da aprendizagem profissional.

Transparência e Parcerias Estratégicas

Para atuar com a máxima transparência com o mercado, A CENTRAL APRENDIZ atua como uma consultoria e gestora especializada: conectamos a sua empresa aos melhores agentes formadores e escolas qualificadoras credenciadas. Nós não somos a instituição de ensino, mas sim a sua parceira estratégica para gerenciar todo o processo operacional, técnico e jurídico da contratação.

Por que a sua empresa não pode ignorar a Cota de Aprendizagem?

Muitas organizações erram ao calcular a cota — por não saberem exatamente quais cargos da CBO (Classificação Brasileira de Ocupações) entram na conta — ou por ignorarem detalhes técnicos da lei. A fiscalização do Ministério do Trabalho tem se tornado cada vez mais rigorosa, e os riscos de estar em desacordo são altos:

  • Multas pesadas e cumulativas: Penalidades financeiras aplicadas por aprendiz não contratado ou com contrato inadequado.
  • Ações civis e TACs: Risco de responder a Termos de Ajustamento de Conduta perante o Ministério Público do Trabalho (MPT).
  • Aparato Técnico Ignorado: Detalhes como o controle de intrajornada (intervalos de descanso e refeição), compatibilidade de horários escolares e limite de jornada diária costumam passar despercebidos pelo RH e geram passivos trabalhistas graves.
  • Impedimentos Comerciais: Dificuldade para participar de licitações públicas ou fechar parcerias com grandes corporações que exigem compliance rigoroso.

O que A CENTRAL APRENDIZ oferece para o seu negócio?

A contratação de um aprendiz envolve nuances muito particulares que vão além do RH tradicional. A proposta dA CENTRAL APRENDIZ é assumir toda a complexidade técnica para que a sua equipe foque apenas no crescimento do negócio.

Veja o escopo detalhado das nossas soluções:

  1. Cálculo Preciso da Cota de Aprendizagem: Analisamos a estrutura do seu quadro de funcionários para calcular exatamente quantos aprendizes sua empresa precisa contratar, considerando as funções incluídas e excluídas pela legislação (evitando pagar por vagas desnecessárias ou ficar em débito com a fiscalização).
  2. Recrutamento e Seleção Assertivos: Mapeamos e selecionamos jovens com o perfil ideal para a cultura da sua empresa, fazendo a ponte com os programas teóricos das escolas parceiras.
  3. Gestão Descomplicada, Técnica e Compliance: Cuidamos de toda a burocracia documental. Garantimos a adequação total das cláusulas contratuais, validação dos comprovantes de frequência escolar e o cumprimento rigoroso de aspectos operacionais como intrajornada, descanso semanal remunerado (DSR) e limites de jornada, zerando o risco de fiscalização e passivos trabalhistas.
  4. Conexão com Instituições Credenciadas: Fazemos o meio de campo completo com as entidades formadoras parceiras, acompanhando o cronograma das aulas teóricas e garantindo que o aprendizado do jovem esteja alinhado às atividades práticas desempenhadas na sua empresa.
  5. Acompanhamento e Suporte Contínuo: Monitoramos o desempenho do jovem e prestamos suporte contínuo para a sua liderança, garantindo que o programa seja produtivo tanto para a empresa quanto para o aprendiz.

Transforme Risco Trabalhista em Vantagem Competitiva

Muito mais do que apenas preencher uma vaga para evitar penalidades, contar com  a CENTRAL APRENDIZ é garantir a tranquilidade jurídica que a sua empresa precisa, enquanto forma novos talentos alinhados à sua cultura.

Será que a sua empresa está realmente 100% em dia com os cálculos e regras da cota de aprendizagem?

 Entre em contato com A CENTRAL APRENDIZ hoje mesmo, solicite uma avaliação técnica da sua cota e descubra como podemos blindar a sua empresa com eficiência e transparência!

Construção Civil e Engenharia: Como o Estágio Impulsiona Novos Projetos

A construção civil e a engenharia são motores históricos da economia do país. Trata-se de um setor dinâmico, onde a teoria dos livros precisa encontrar a prática do canteiro de obras e dos escritórios de projetos o quanto antes. É exatamente nesse cenário que a contratação de estagiários se transforma em uma via de mão dupla altamente estratégica.

Para as empresas do setor, abrir as portas para estudantes de engenharia, arquitetura e tecnologia da construção vai muito além de preencher uma cota: trata-se de oxigenar os negócios.

Oxigênio Tecnológico e Inovação

A engenharia moderna está passando por uma profunda transformação digital. Ferramentas de modelagem como o BIM (Building Information Modeling), softwares de gestão de obras em tempo real e o uso de drones para mapeamento técnico são realidades indispensáveis.

Os estudantes que estão hoje nas universidades chegam ao mercado de trabalho com uma bagagem nativa sobre essas tecnologias. Ao contratar um estagiário de engenharia civil, a empresa ganha um profissional com sede de aplicar o que há de mais moderno no mercado, ajudando a atualizar processos e otimizar o tempo de execução dos projetos.

Formando a Liderança do Futuro “De Casa”

Um bom engenheiro não se forma apenas calculando estruturas; ele se forma entendendo a rotina operacional, lidando com fornecedores, acompanhando cronogramas e compreendendo a cultura de segurança da empresa.

Iniciar o desenvolvimento desse profissional ainda na faculdade permite que a construtora ou escritório de engenharia molde o talento de acordo com os seus próprios padrões de qualidade. Um estagiário que passa um ou dois anos vivenciando a rotina da empresa tem uma curva de aprendizado infinitamente menor e uma taxa de sucesso muito maior quando é efetivado como engenheiro júnior.

O Desafio da Gestão Humana em Campo

Para o estudante, o estágio na construção civil é o teste definitivo de suas habilidades comportamentais (soft skills). Ele é desafiado a desenvolver a comunicação clara para transitar entre a diretoria e as equipes de execução na obra, além de exercitar a resolução rápida de problemas — já que imprevistos são comuns em qualquer projeto.

 O Veredicto para o Setor: Investir em programas de estágio estruturados na construção civil é a garantia de que sua empresa não sofrerá com o “apagão de talentos” técnicos no futuro. Trazer a energia e o conhecimento atualizado da academia para a realidade prática dos seus projetos é o alicerce perfeito para um crescimento sustentável.

O Perfil das Vagas de Estágio na Capital de São Paulo: Quais Competências Estão em Alta?

A cidade de São Paulo é o coração financeiro e corporativo do país, concentrando o maior e mais competitivo ecossistema de contratação de estudantes do Brasil. Entrar ou contratar no mercado paulistano exige compreender que a capital dita as tendências de comportamento que, mais tarde, se espalham pelo restante do território nacional.

Se você está de olho nas vagas de estágio em São Paulo, existem características muito marcantes que definem o perfil profissional mais desejado pelas empresas da região atualmente.

1. O Domínio do Modelo Híbrido e a Mobilidade Urbana

Em uma metrópole desafiada pelo trânsito e pelas longas distâncias, o modelo de trabalho híbrido virou regra na maioria dos escritórios da capital paulista.

  • Para as empresas: Oferecer dias de home office tornou-se o principal atrativo para captar estudantes de universidades de ponta que moram em extremos diferentes da cidade.
  • Para o estagiário: Exige-se uma autogestão impecável. O jovem precisa demonstrar que entrega resultados com a mesma qualidade e foco, esteja ele na mesa do escritório na Avenida Paulista ou na mesa de sua casa.

2. O Perfil Analítico (Data-Driven)

São Paulo concentra as sedes das maiores empresas de tecnologia, finanças, serviços e agências de comunicação do continente. Independentemente do curso do estudante — seja Engenharia, Administração ou Design —, o mercado paulistano busca jovens que tenham afinidade com dados. Saber ler métricas, entender planilhas e tomar decisões com base em fatos e números é um dos maiores diferenciais nos processos seletivos locais.

3. Resiliência e Adaptabilidade à “Velocidade de SP”

O ritmo de negócios na capital paulista é reconhecidamente acelerado. Projetos mudam de direção rapidamente e novas demandas surgem a todo instante. Por isso, a competência comportamental (soft skill) mais valorizada pelo RH em SP é a adaptabilidade. O estagiário que encara mudanças de cenário como uma oportunidade de aprendizado, e não como um obstáculo, ganha pontos preciosos para uma futura efetivação.

 Resumo para as Empresas: Recrutar na capital exige agilidade. Como a oferta de vagas é massiva, os melhores estudantes recebem propostas rapidamente. Processos seletivos enxutos, transparentes e que valorizam o dinamismo do jovem paulistano são os que garantem os melhores contratos.

O Impacto das Novas Ferramentas de IA no Cotidiano e na Seleção de Estagiários

Quem acompanha o ambiente corporativo em 2026 percebe que a Inteligência Artificial (IA) deixou de ser uma promessa futurista para se tornar parte da rotina de trabalho. No universo dos estágios, essa revolução opera em duas frentes muito claras: na forma como as empresas selecionam seus novos talentos e no dia a dia dos próprios estudantes dentro das organizações.

Se você está contratando ou buscando ingressar no mercado, entender essa nova dinâmica é fundamental para não ficar para trás.

A IA nos Processos Seletivos: Triagem Inteligente e Humana

Para os departamentos de Recursos Humanos, o maior ganho com a IA está na eficiência dos processos seletivos online. Plataformas modernas conseguem analisar milhares de currículos em minutos, cruzando dados acadêmicos, competências técnicas e até mesmo o fit cultural dos candidatos com os valores da empresa.

  • O lado humano: Isso não significa que os robôs estão decidindo quem contratar. A IA funciona como um filtro inicial justo, eliminando vieses inconscientes e permitindo que os recrutadores dediquem mais tempo ao que realmente importa: as entrevistas individuais e as dinâmicas, onde a empatia, a comunicação e a postura do estudante são avaliadas de perto.

No Cotidiano: O Estagiário como “Co-piloto” da Tecnologia

Uma vez contratado, o estagiário de 2026 não perde mais tempo com tarefas puramente repetitivas ou mecânicas. Ferramentas de IA generativa atuam como assistentes de produtividade.

  • Automação com propósito: Organizar grandes volumes de dados, criar rascunhos de relatórios ou estruturar atas de reuniões agora são feitos em segundos com o suporte de ferramentas tecnológicas.
  • O novo papel do estudante: Com o operacional otimizado, espera-se que o estagiário use seu tempo para exercer o pensamento crítico, propor melhorias com base nos dados gerados e focar no aprendizado estratégico. A IA cuida do trabalho bruto; o jovem cuida dos insights.

 O Insight de Ouro: A tecnologia não veio para substituir o estagiário, mas para acelerar a sua curva de aprendizado. As empresas que vencem a corrida por talentos hoje são aquelas que ensinam seus estudantes a utilizarem essas novas ferramentas de forma ética, crítica e inovadora.

Férias do Estagiário: Guia Prático da Legislação sobre o Recesso Remunerado

Uma das dúvidas mais comuns que chegam aos setores de Recursos Humanos e geram debates entre os estudantes diz respeito às “férias” do estagiário. Afinal de contas, quem estagia tem direito a descanso? A resposta curta é: sim, mas com algumas regras específicas.

Diferente do regime CLT, a legislação que rege essa relação é a Lei nº 11.788/2008 (conhecida como a Lei do Estágio), e o termo técnico correto para esse período não é “férias”, mas sim recesso.

Para evitar dores de cabeça jurídicas e garantir um relacionamento transparente com seus talentos, reunimos os pontos essenciais que você precisa saber sobre o tema:

1. Como funciona o direito ao Recesso?

A lei garante que, a cada 12 meses de estágio na mesma empresa, o estudante tem direito a 30 dias de recesso. Esse período pode ser usufruído de uma só vez ou fracionado em períodos menores, desde que haja um acordo mútuo entre o estagiário e o supervisor da empresa.

2. O recesso deve ser remunerado?

Sim, sempre que o estágio for não obrigatório (aquele em que a empresa paga uma bolsa-auxílio mensal). O valor recebido durante o descanso deve ser exatamente o mesmo da bolsa regular, e, caso o estagiário receba auxílio-transporte, este benefício pode ser suspenso durante os dias de afastamento, já que não haverá deslocamento para o trabalho.

(Nota: Se o estágio for obrigatório por grade curricular e não houver pagamento de bolsa, o recesso mantém-se como direito, mas de forma não remunerada).

3. E se o contrato durar menos de um ano?

Essa é a principal armadilha para muitas empresas. Se o contrato de estágio durar menos de 12 meses — ou se for rescindido antes do prazo —, o estudante tem direito ao recesso proporcional.

  • O cálculo é simples: o estagiário ganha o direito a 2,5 dias de descanso para cada mês trabalhado. Se ele estagiou por 6 meses, por exemplo, terá direito a 15 dias de recesso (ou ao recebimento do valor correspondente em dinheiro no termo de rescisão).

4. A Regra de Ouro: Coincidência com as Férias Escolares

A Lei do Estágio determina expressamente que o recesso deve, preferencialmente, coincidir com o período de férias da escola ou da faculdade. Essa medida existe porque o objetivo central do estágio é o aprendizado prático que complementa os estudos; logo, o descanso deve permitir que o jovem realmente recomponha suas energias sem acumular demandas acadêmicas e corporativas ao mesmo tempo.

 Atenção, Gestor: Conceder o recesso corretamente não é apenas cumprir uma obrigação legal para evitar multas fiscais; é também uma estratégia inteligente de produtividade. Um estudante descansado volta para a operação com muito mais foco, criatividade e motivação para entregar resultados.

Tendências de RH para o Segundo Semestre de 2026: O que esperar no Mercado de Estágios?

Passada a primeira metade do ano, o mercado corporativo de 2026 começa a desenhar com clareza as prioridades que vão mover os departamentos de Recursos Humanos nos próximos meses. Quando olhamos para a porta de entrada dos novos talentos, o estágio, o cenário exige das empresas muito mais do que apenas abrir vagas: exige conexão real com as expectativas da nova geração.

Se a sua empresa deseja atrair e reter mentes brilhantes neste segundo semestre, vale a pena prestar atenção em três grandes movimentos que estão ditando as regras do jogo:

1. Flexibilidade Inteligente (O Modelo Híbrido Consolidado)

A discussão sobre o retorno 100% presencial perdeu força. Em 2026, a tendência que se consolidou é a da flexibilidade com propósito. Estudantes universitários valorizam marcas empregadoras que oferecem regimes híbridos estruturados, permitindo equilibrar a rotina pesada de estudos, deslocamentos e desenvolvimento profissional. Empresas que insistem no modelo rigidamente presencial sem uma justificativa clara de operação têm encontrado maior dificuldade para fechar suas vagas técnicas e administrativas.

2. Bem-Estar e Saúde Mental desde o “Day One”

Foi-se o tempo em que as políticas de qualidade de vida eram voltadas apenas para cargos de liderança. A Geração Z coloca a saúde mental no topo das prioridades ao escolher onde trabalhar. No mercado de estágios, isso se traduz em ambientes que respeitam rigorosamente a jornada máxima de 6 horas diárias, evitam sobrecarga de demandas e promovem uma cultura de acolhimento e escuta ativa. O estagiário quer aprender, mas quer fazer isso em um ambiente saudável.

3. Planos de Desenvolvimento e a “Fome de Futuro”

O jovem que ingressa em uma empresa hoje quer saber, quase de imediato, quais são as reais chances de crescimento. Os processos de RH mais bem-sucedidos em 2026 são aqueles que desenham uma trilha de aprendizagem clara para o estagiário, mostrando o que ele precisa desenvolver para alcançar uma futura efetivação. Treinamentos práticos e mentorias com profissionais experientes viraram um diferencial competitivo brutal na hora de atrair candidatos qualificados.

 O Takeaway para sua Empresa: O segundo semestre de 2026 não será sobre quem paga a maior bolsa-auxílio isoladamente, mas sobre quem oferece a melhor jornada de aprendizado e respeito ao tempo do estudante. Ajustar a cultura de contratação a essas tendências é o caminho mais curto para garantir que sua empresa seja a escolha número um dos melhores talentos.

Como usar as férias de julho para montar um currículo atraente e conseguir seu primeiro estágio

Chegou o mês de julho! Para a maioria dos estudantes do ensino médio, técnico e superior, este é o momento de dar uma pausa nas provas, trabalhos acadêmicos e acordar um pouco mais tarde. No entanto, se o seu objetivo é fechar o ano de 2026 trabalhando em uma grande empresa, as férias escolares são o período mais estratégico do calendário para se mexer. Enquanto muitos alunos “somem” do mercado, as empresas continuam operando e abrindo centenas de vagas de estágio para planejar o segundo semestre.

Aproveitar o tempo livre de julho para organizar suas ferramentas de apresentação pessoal e entender o que os recrutadores procuram é o segredo para sair na frente e garantir a sua contratação.

O Passo a Passo para Atualizar Seu Perfil nas Férias

Você não precisa deixar de descansar, mas dedicar uma hora do seu dia para o seu futuro profissional em julho fará toda a diferença. Siga este roteiro prático:

  1. Reforça as Atividades Acadêmicas no Currículo: Se você ainda não tem experiência profissional anterior, destaque os projetos de extensão da faculdade, trabalhos de destaque no curso técnico, participação em empresas juniores ou trabalhos voluntários. Tudo isso demonstra proatividade.
  2. Organize Seu Portfólio Digital: Para quem estuda áreas como design, programação, arquitetura ou marketing, aproveite as férias para organizar seus melhores trabalhos em plataformas visuais ou repositórios como o GitHub.
  3. Monitore as Vagas de Julho: Muitas empresas fazem a captação de currículos neste mês para que o estudante comece a trabalhar logo no retorno às aulas, em agosto. Não deixe para procurar sua oportunidade no mês que vem.

Prepare-se para as Entrevistas Online da Central Estágio

Hoje em dia, a imensa maioria dos processos seletivos começa no ambiente digital. Na CENTRALESTAGIO.COM, nós conectamos você às melhores empresas do país por meio de entrevistas online. Para mandar bem nessa etapa quando nossos recrutadores te ligarem via internet, aproveite as férias para treinar:

  • O Ambiente: Escolha um local silencioso, com boa iluminação natural ou artificial de frente para o seu rosto e uma internet estável.
  • A Câmera: Treine falar olhando diretamente para a lente da webcam, mantendo uma boa postura corporativa e clareza na voz.
  • O Cadastro: Mantenha seus dados, e-mail e telefone sempre atualizados no nosso portal de talentos para não perder nenhuma convocação.

FAQ — Estágio nas Férias

Posso assinar o contrato de estágio e começar a trabalhar enquanto a faculdade está de férias?

Sim, perfeitamente. A Lei do Estágio permite a contratação e o início das atividades em qualquer mês do ano, incluindo o período de férias escolares, desde que você esteja regularmente matriculado e com o vínculo ativo na instituição de ensino para o próximo semestre.