PROGRAMA VERDE AMARELO, JOVEM APRENDIZ OU ESTAGIÁRIO. QUAL O MELHOR MODELO DE CONTRATAÇÃO?

Foi lançado na última semana pelo governo, o Programa Verde e Amarelo, que visa trazer maiores oportunidades de emprego para jovens. A medida pretende criar cerca de 4 milhões de empregos e tem foco entre jovens de 18 a 29 anos que ainda não conseguiram seu primeiro registro em carteira.

E quem ganha com isso? As empresas e os jovens.

Hoje os principais modelos de contratação para jovens são o Jovem Aprendiz e os estagiários. Acontece que para contratar um Jovem Aprendiz, obrigatoriamente você precisará contar com outra empresa que ofereça esta opção, e com isso envolvem também os custos, que geralmente são mais altos.

Quando falamos de estagiários, ainda que exista a opção de a própria empresa realizar a administração desses contratos, devido às diversas observações da lei e os baixos custos associados ao programa, acaba por compensar a contratação de um agente de integração para evitar correr riscos jurídicos por descumprimento de algum trecho da lei.

O Programa Verde e Amarelo simplifica a contratação de jovens e tira a obrigatoriedade de ter que contratar outra empresa, com isso reduzindo custos envolvidos.

Vale ressaltar porém, que tanto a contratação pelo modelo Jovem Aprendiz, como do Programa Verde e Amarelo, envolvem registro em carteira e o cumprimento de certas obrigações, ainda que diferenciadas do registro em CLT com todos os direitos.

A única opção que não tem vínculo empregatício, conforme estipulado pela própria lei (desde que cumpridas as exigências), são os estagiários.

Cabe a cada empresa avaliar qual o melhor modelo de contratação para si, seus custos e qual a participação pretende ter na sociedade, mas uma coisa é fato: Estão sendo dados incentivos para que os jovens do nosso país possam ingressar no mercado de trabalho.

Contribuição: Hilder Murilo

 

Processo seletivo: qual a importância de ser assertivo?

Todos sabem que um bom processo seletivo deve ser feito visando o sucesso e crescimento da empresa, e para isso acontecer seus colaboradores devem ser muito bem selecionados e treinados para um bom resultado.

A nova geração de colaboradores é marcada pelos chamados Millenials, que são caracterizados por jovens que buscam em seu emprego certo dinamismo, ausência de rotina, desafios, rapidez e a ideia de valorização, mas principalmente marcados por não permanecer muito tempo no seu ambiente de trabalho.

Fazer um processo seletivo não é uma tarefa fácil! Diferenciar aqueles que realmente querem vestir a camisa da empresa e tem valores similares daqueles que não se identificam com a cultura e não entregam resultados positivos é função do RH, que deve estar muito atento aos perfis que encontra.

Os maiores erros de uma empresa na hora de divulgar uma vaga são a falta de clareza nas exigências necessárias e os instrumentos para que as fases dos processos ocorram. É importante lembrar que um processo seletivo custa caro, então é preciso que ele seja assertivo, para evitar gastos com a rotatividade de funcionários.

Para o sucesso do processo seletivo, é preciso um planejamento estratégico, tendo como primeiro passo um headhunter atento, preparado e com boas técnicas a fim de detectar nos candidatos o perfil ideal para vaga, que conheça a empresa contratante e saiba qual candidato melhor se encaixa no perfil procurado. O segundo passo é a vaga ser divulgada de maneira transparente, colocando os pontos desejados pela empresa. Assim que os currículos forem recebidos, é necessária uma análise focada para encaminhar as pessoas com maior precisão para os testes e entrevistas. Estes últimos são indispensáveis, aplicação de testes de personalidades, comportamentais e capacitacionais são usados para identificar nos candidatos se eles têm as características que anteriormente foram determinadas, e ainda na entrevista, além de questionar as habilidades e experiências, é interessante entender as expectativas do candidato, e analisá-lo como ser humano, onde ele tem suas vivências e valores, dando outra credibilidade.

É importante que após a contratação desse novo colaborador, ele tenha o acompanhamento para conhecer a empresa, o cargo e a equipe, pois uma boa integração gera a sensação de importância e faz com que ele queira permanecer onde está.

Mesmo que tudo venha sendo muito bem planejado, ainda sim é possível que ocorram erros, visto que o ser humano é muito complexo, sendo assim, quando uma gestão pessoal é de qualidade e composta por recrutadores preparados, as chances do objetivo ser atingido com sucesso  é grande.

Então não se esqueça: quando você definir bem o perfil e ele aparecer em um candidato, seja rápido! Valorize o candidato e tenha certeza que ele também valorizará a oportunidade. Tendo por final, um processo seletivo assertivo.

NÃO COLOQUE TODOS OS SEUS OVOS EM UMA ÚNICA CESTA

O ditado é antigo: Não coloque todos os seus ovos em uma única cesta.

Isso porque, se você cair, se vier a derrubar a cesta, vai perder tudo o que tem. E o mesmo se aplica hoje quando falamos de empresas.

Muitas lojas hoje vendem exclusivamente pela internet, são comércios às vezes com grande volume de saída de mercadorias, e concentram suas vendas em redes sociais como Facebook e Instagram, ou em gigantes como Mercado Livre, Amazon etc. A maior preocupação no entanto, é que muitas vezes a maioria não tem nem um site ou um e-commerce próprio.

E aí vem o perigo! Se amanhã por exemplo o Instagram resolver cobrar para divulgação, se ele cair em desuso, para onde vai esta empresa? Se Amazon e Mercado Livre aumentarem ainda mais as taxas e o lucro cair a ponto de não compensar vender mais por esses canais, o que será feito?

Quando falamos em colocar os ovos em diferentes cestas, alguns empresários inclusive diversificam o ramo, tendo negócios em segmentos diferentes, pois se um não estiver indo bem, o outro pode ajudar a manter os demais por algum período. A grande questão é que cada negócio precisa se sustentar, ainda que possamos ver hoje empresas gigantes que declaram não estar tendo lucro (Uber por exemplo), e o pior, anunciam na verdade seguidos prejuízos.

Mas como falamos principalmente para o empresário comum, que com muito esforço tem pago pesadas cargas tributárias e tem visto uma economia ainda retomando de forma lenta seu crescimento, tal luxo de ter prejuízos seguidos não se aplica neste caso.

Vamos à prática?

Se você vende só pela internet, tudo bem, mas diversifique os meios, divulgue e incentive seus clientes a comprarem de seu próprio site, oferecendo descontos e vantagens exclusivas. Tenha produtos em mais de um lugar para vender.

Se você tem um perfil disposto a aprender e consegue lidar com diferentes situações, a sua cesta pode ser outro segmento. Já pesquisou tendências de negócios para o futuro? Conhece alguém muito fera em algum ramo? Não vale a pena uma sociedade?

Se você tem uma loja física de roupas por exemplo, que tal itens sazonais que complementem e ajudem nas vendas. Um exemplo? Está chegando o fim de ano, que tal expor produtos de moda-praia de algum fabricante local? Além de poder ter maiores margens de lucro, pode também aumentar seu faturamento.

Um salão de beleza pode fazer parcerias com Spa’s, centros de estética e tratamento corporal, indicando clientes e fazendo acordos que sejam bom para todos os envolvidos.

Diversifique sua cesta! E bons negócios pra você!

Contribuição: Hilder Murilo